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Valéria Mello Cattaruzzi, do Clube da Calcinha de São Paulo.

 

Larissa Gonçalves Carvalho, do Clube da Calcinha da Bahia.

Reflexão

Dicas, críticas ou sugestões!

 

20 de julho: Dia do Amigo, Dia de Clube da Calcinha

Integrantes de Clubes da Calcinha de diferentes estados do Brasil falam da importância que as reuniões periódicas

com as amigas têm em suas vidas

    

Na adolescência, é comum termos diversos “amigos”, principalmente na fase da escola, em que todos eles são as nossas melhores – e inseparáveis – companhias. Mas o tempo passa e cada um toma um rumo diferente: uns mudam de estado ou até de país, outros começam a namorar, se casam, enfim, cada um segue a própria vida. Aí a pergunta: quantos amigos, alguns de muitos anos atrás, acompanham a sua trajetória de vida até hoje? Com quantos deles você fala constantemente, seja por telefone, e-mail ou, até mesmo, pessoalmente? Será que realmente não confundimos o significado de colega e de amigo?

Segundo o dicionário Aurélio, colega é apenas um companheiro de trabalho, profissão, escola etc. Já amigo é aquele que é ligado à outra pessoa por laços de amizade, alguém companheiro, protetor. Por isso, neste dia mais do que especial, vamos deixar aqui registrada a história de dois grupos de amigas de verdade. O que todas elas têm em comum? Mais do que preservar a amizade, elas, assim como a gente, formam o Clube da Calcinha.

 “O nosso Clube surgiu há dois anos. Foi por meio de uma amiga nossa, a Ligiana, que começou a promover reuniões entre as amigas dela no salão de jogos do prédio. Eu era da turma do inglês, algumas eram do colegial, outras da academia. A Ligiana comprou um narguile e nos chamou para experimentar, comer alguma coisa etc. Foi assim que tudo começou”, conta Valéria Mello Cattaruzzi, membro e moderadora da comunidade do Orkut Clube da Calcinha, de São Paulo.


Valéria e suas amigas em uma das reuniões do Clube.

Já para o Clube da Calcinha de Camaçari, na Bahia, não existe idade para se criar um vínculo de amizade. “Tenho 15 anos e faço parte do grupo há oito. Desde pequena, eu e minhas quatro amigas sempre falávamos que iríamos formar um Clube da Calcinha. Até hoje, todas as sextas-feiras, nos encontramos na casa de uma das integrantes e ficamos praticamente três horas falando sobre segredos, namorados, problemas, além de aproveitarmos o momento para nos divertir”, conta Larissa Gonçalves Carvalho, criadora de outra comunidade homônima na Internet.

Larissa e suas amigas inseparáveis.

Para Valéria, mais do que promover simples encontros, o principal objetivo do grupo é falar sobre a vida e escutar coisas de todos os tipos. “Isso nos ajuda a perceber que não estamos nunca sozinhas.O engraçado do nosso Clube é que nenhuma das meninas se conhecia antes dos encontros. A única coisa em comum era a nossa amiga Ligiana. E, aos poucos, todas nós nos conhecemos e começamos a nos ‘desarmar’. Digo isso porque é difícil conhecer alguém e, logo de cara, se dar superbem, principalmente mulheres. Foi aos poucos”, explica.

Os encontros do Clube “da Valéria” acontecem periodicamente. Os assuntos são diversos, desde cirurgias plásticas (algumas meninas já passaram por isso), até relacionamento com namorados, maridos ex-namorados, problemas com a família, viagens, esportes, dietas... “Em cada reunião, conseguimos esquecer os problemas e, muitas vezes, encontramos soluções.”

Valéria relembra que, no início, como as reuniões aconteciam no prédio da Ligiana, no salão de jogos, e elas sempre diziam muitas coisas engraçadas e picantes, do tipo “Sex and the city”, morriam de medo que o porteiro escutasse. “Uma vez, até, a Ligiana quase colocou fogo na mesa de cartas do prédio com o narguile dela.”

Momentos engaçados, outros difíceis, mas eis a grande questão: qual é o verdadeiro valor da amizade? Para Larissa, a união das cinco amigas é bem maior do que uma simples amizade. “Somos mais do que amigas, somos irmãs. Uma sempre está disponível para ajudar a outra em qualquer momento.” E Valéria reitera: “Pode até ser um clichê, mas sem amigos não se vive! Ninguém é uma ilha. E ter alguém para compartilhar experiências, alegrias, tristezas é o que nos ajuda a viver. Sem amigos, a vida se torna uma rotina: do trabalho para casa, da casa para a escola e assim vai. Às vezes, é bom sair um pouco disso tudo e perceber que não se está só. Quero dizer, outras pessoas também têm brigas com a mãe, com o namorado... E você se sente mais leve. É muito bom poder ter boas amizades”.

 

 

 

Você sabia que o dia do amigo foi adotado em Buenos Aires, na Argentina? Isso mesmo. O argentino Enrique Ernesto Febbraro se inspirou na chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969, e, considerando a conquista não somente uma vitória científica, mas também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo, divulgou o lema "meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro".

Fonte: Wikipédia


 

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